NOTÍCIAS – 05 de setembro de 2010.
1. Retomada a conversação de paz entre Netanyahu e Abbas
Durante o reinício das negociações diretas israelense-palestinas na quinta-feira em Washington, Netanyahu e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, se comprometeram com reuniões a cada 15 dias nos próximos 12 meses para tentar concluir um acordo de paz. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que estava "animado" com a atitude dos dois dirigentes durante as primeiras conversações diretas entre Israel e a Autoridade Palestina desde o fim de 2008
2. Hillary vê Jerusalém como possível 'símbolo de paz'
Jerusalém pode tornar-se um "símbolo de paz e cooperação" para israelenses e palestinos, caso estes consigam superar seu prolongado conflito, afirmou a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. "Ambas as partes sabem que devem dialogar sobre este tema, para que Jerusalém deixe de ser um centro de tensões e se torne um símbolo de paz e cooperação". Os palestinos querem que Jerusalém Oriental seja a capital de seu futuro Estado, enquanto Israel considera a cidade santa uma capital indivisível. Jerusalém é um dos temas mais controversos do diálogo de paz reiniciado entre as partes na quinta-feira, depois de uma interrupção de 20 meses. Hillary disse que apoiaria "o resultado ao qual as partes chegarem".
3. Tony Blair diz que radicalismo islâmico é maior ameaça à segurança global
Em entrevista, Blair afirmou que os seguidores do radicalismo islâmico acreditam que tudo o que fazem em nome de sua causa é justificável, inclusive o uso de armas químicas, biológicas e nucleares. O ex-premiê comparou o radicalismo religioso, que chamou de "retrógrado" e "patrocinado" pelo Irã, ao "comunismo revolucionário" e disse que "se angustia" sobre como responder a essa ameaça.
4. Netanyahu não descarta referendo em caso de acordo de paz
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu não descarta a organização de um referendo no país no caso de conclusão de um acordo de paz com os palestinos. O referendo pode acontecer em menos de um ano, uma vez que tenha sido assinado um "acordo marco" que estabeleça as grandes linhas de uma solução definitiva do conflito.
5. Israel e Autoridade Palestina lançam ofensiva contra o Hamas
Israel e a Autoridade Palestina lançaram uma ofensiva na Cisjordânia contra o Hamas, após os dois atentados cometidos em 24 horas contra israelenses e que ameaçam o diálogo retomado entre as duas partes nesta quinta-feira, em Washington. O Hamas reivindicou duas 'operações heroicas' contra colonos, a primeira na terça-feira, que custou a vida de quatro israelenses perto de Hebron, e a segunda na noite de quarta, que feriu duas pessoas a leste de Ramallah, capital política da Cisjordânia.
6. Palestinos estão otimistas com retomada das negociações de paz
A postura palestina de ceticismo diante do diálogo de paz com Israel iniciado na quinta-feira em Washington "deu um giro de 180 graus" e é agora de otimismo, segundo fontes do entorno do presidente da Autoridade Nacional Palestino, Mahmoud Abbas. Em Roma, o presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou que as conversas diretas "começaram surpreendentemente bem", após mais de ano e meio de rompimento brusco. Israelenses e palestinos acordaram reunir-se a cada duas semanas. O próximo encontro será nos dias 14 e 15 na localidade egípcia de Sharm el-Sheikh, no Sinai.
7. Hamas promete manter ataques a Israel e critica negociação
O Hamas anunciou que seus militantes vão manter seus ataques aos israelenses, e criticou a negociação entre Israel e o governo palestino da Cisjordânia, que começa em Washington. As forças israelenses reforçaram as medidas de segurança, enquanto que a polícia palestina prendeu mais de 500 suspeitos do Hamas na Cisjordânia desde que um atirador ligado ao grupo islâmico matou quatro colonos judeus na região, na terça-feira.