O turismo em Israel inclui uma rica variedade de locais históricos
ereligiosos na Terra Santa, assim como resorts de praia modernos,turismo
arqueológico, turismo de legado e ecoturismo. Israel tem omaior número de
museus per capita do mundo.
Em torno de 1.941.000 turistas visitaram Israel em 1998, em contraste com
33.000 em 1950, 118.000 em 1960, 441.000 em 1970, 1.180.000 em 1980 e
1.340.000 em 1990.
Eles vêm atraídos pela diversidade geográfica de Israel,
seus sítios
arqueológicos e religiosos, pelo sol que brilha quase o ano
inteiro epelas modernas instalações de recreação no Mediterrâneo, no
LagoKineret (mar da Galiléia), no Mar Vermelho e no Mar Morto. Quase 90%
doafluxo anual de turistas vem da Europa e das Américas; os outros vêm
detodo o mundo, inclusive visitantes provenientes de países árabes.Em
2001, Israel recebeu 1.218.000 visitantes – uma diminuição de 54%
emcomparação com o ano 2000. O ano inteiro de 2001 foi afetado
peloseventos relacionados a segurança que começaram no final de 2000.
Alémda crise local, o turismo em Israel foi também influenciado
pelosataques terroristas nos Estados Unidos e pela crise no turismo
mundial.
Locais de interesse:
Jerusalém
"Dez medidas foram conferidas ao mundo; nove foram tomadas porJerusalém,
e uma pelo resto do mundo".(Talmud Babilônia, TratadoKidushin
49b)Jerusalém, a capital eterna de Israel, localizada no centro do país
éaninhada nas Colinas da Judéia. Suas pedras centenárias são
impregnadaspor três mil anos de história, desde que o Rei Davi fez dela a
Capitalde seu Reino. Com seus numerosos pontos históricos e santuários é
localde culto para judeus, cristãos e muçulmanos.
O incandescente fulgor de Jerusalém, dourada à luz do sol e prateadasob o
luar, só é rivalizado pelo caleidoscópio de sua população. Gentevestida em
todos os estilos da moda atual mescla-se a judeusultra-ortodoxos vestidos de
negro, mulheres árabes em suas longastúnicas bordadas e clérigos cristãos
envergando sombrias batinas.
A moderna Jerusalém cresceu em torno da Jerusalém intra-muros;
cidadedinâmica, sua população de aproximadamente meio milhão de
habitantes,espalha-se por uma área de 100 km², entre colinas e verdes
vales.
É a capital do Estado de Israel. A cidade mais sagrada no Judaísmo,
aantiga capital da Monarquia Unida e depois do Reino de Judá. O localdos
Templos em Jerusalém. (Cristianismo) O local de alguns ensinamentosde Jesus
e sepultamento. Os cristãos acreditam que ele foi crucificadoem um morro
próximo, Gólgota.
(Islã) A terceira maior cidade. Domo da Rocha, Mesquita de Al-Aqsa.
Eilat - O refúgio ideal
Desde que foi palco do encontro de amor entre o Rei Salomão e a Rainhade
Sabá, Eilat é o refúgio ideal para todos aqueles que estão em buscade sol e
aventura. Viajando por um deserto interminável, parece magiaencontrar
subitamente, a exuberância de cores de Eilat com suaspalmeiras e praias
beijadas pelo sol. Chegar a Eilat, por terra ou ar,é como alcançar uma
miragem.
A cidade mais meridional do país é a saída de Israel para o MarVermelho e
o Oceano Índico. Seu porto moderno, que se acredita estarlocalizado onde se
erguia o antigo porto no tempo do Rei Salomão, é avia comercial de Israel
com a África e o Extremo Oriente. Seus invernoscálidos, um espetacular
cenário submarino, as belas praias, os esportesaquáticos, seus luxuosos
hotéis e a facilidade de acesso da Europaatravés de vôos charter fazem de
Eilat uma próspera cidade turísticadurante todo o ano. Desde o
estabelecimento da paz entre Israel e aJordânia (1994), foram iniciados
projetos conjuntos de desenvolvimentocom a cidade vizinha Ácaba, para
incrementar o turismo na região.
Localizada no extremo sul de Israel, banhada pelo Mar Vermelho,
Eilatoferece aventuras infinitas. O Observatório Submarino e barcos
comfundo de vidro, possibilitam àqueles que não querem se molhar,
aestupenda visão dos corais e de uma das mais ricas vidas marinhas
domundo.
A temperatura da água, 21ºC no inverno e 25ºC no verão, é um convite
aobanho. Os mais ousados devem mergulhar nas profundezas das águas
deEilat, para deslumbrar-se com a mais bela fauna e flora.
Nos arredores de Eilat pode-se desfrutar das maravilhas do
deserto.Passeios de camelo ou mountain bike, em carros refrigerados ou
jeepsoferecem a oportunidade de deliciosas aventuras.
No Parque Nacional Vale de Timna, as famosas Minas do Rei Salomão, oRed
Canyon, formações rochosas raras, algumas com marcas deixadas porantigos
viajantes na "rota das especiarias".
Tel Aviv - A cidade que não pára
Cidade moderna na costa mediterrânea é o centro comercial e financeirode
Israel, assim como o foco de sua vida cultural. Nela estão sediadasas mais
importantes organizações industriais e agrícolas, a Bolsa deValores, os
principais jornais, periódicos e editoras. A AvenidaHa-Yarkon, avenida da
praia, possui os maiores arranha-céus da cidade.
Primeira cidade hebraica dos tempos modernos foi fundada em 1909 comoum
subúrbio de Jaffa, uma das mais antigas cidades do mundo. Em 1934,Tel Aviv
foi elevada à categoria de município e, em 1950, foi fundidacom Jaffa,
absorvendo a antiga cidade. A área em torno do antigo portode Jaffa, com sua
aparência medieval, tornou-se uma colônia de artistase um centro turístico,
com galerias, restaurantes e clubes noturnos.
Tel Aviv é também um centro de transportes e o maior centro de turismoda
nação. De fácil acesso para todos os pontos de interesse do país, éservida
por uma linha férrea com conexões para Jerusalém, Haifa eBeersheva e uma
extensa linha de ônibus operando para fora da cidade.Tel Aviv e Israel estão
conectados com o resto do mundo através doAeroporto Internacional Ben
Gurion, em Lod, 14 km à sudeste da cidade,pelo porto de Ashdod, 31 km ao
sul; e pelo porto de Haifa, 80 km aonorte.
Na cidade de Tel Aviv encontra-se a Universidade de Tel Aviv, assimcomo o
Teatro Nacional de Israel – Habimah, a Filarmônica de Israel. OMuseu de Tel
Aviv, Museu da Diáspora, Museu da Terra e um zoológicosomam-se à vida
cultural da cidade.Haifa - Cidade do Carmel
Com aproximadamente 250 mil habitantes, Haifa é o maior porto de Israele
um importante centro industrial e comercial. Nas costas doMediterrâneo,
subindo pelas encostas do Monte Carmel a cidade foiconstruída em três níveis
topográficos: a cidade baixa, cujos terrenosforam parcialmente recuperados
do mar, é o centro comercial e a zonaportuária; o nível intermediário é a
área residencial antiga; e o nívelmais elevado consiste de bairros modernos
em rápida expansão, com ruasarborizadas, parques e bosques de pinheiros, que
contemplam a zonaindustrial e as praias da ampla baía. Haifa é um foco de
comérciointernacional, além de ser o centro administrativo da região norte
deIsrael.
Embora não apareça na Bíblia, Haifa é mencionada na literaturaTalmúdica
como uma bem estabelecida comunidade judaica. Relíquiasencontradas nos
limites da cidade datam da Idade da Pedra até o PeríodoOtomano. Na Idade
Média, as vilas judaicas em Haifa se desenvolveram emum centro marítimo. No
século XII, a cidade foi conquistada pelosCruzados, em 1265 caiu em mãos dos
Mamelucos, em 1750 foi capturadapelo beduíno Dahar-al-Omar, que destruiu,
reconstruiu e fortificou acidade. De 1775 até a Primeira Guerra Mundial,
Haifa esteve sob domínioTurco com duas interrupções – em 1799 foi
conquistada por Napoleão e de1831 a 1840 esteve sob domínio do Egito.No
começo do século XIX, judeus da África do Norte chegaram a Haifa. Em1868
Templos Germânicos foram construídos pela Comunidade Alemã e em1878 judeus
europeus se estabeleceram na cidade. Em 1918, a cidade foitomada pelos
ingleses. Com o início da evacuação britânica em 1948, aHaganá (exército de
defesa de Israel) tomou conta da cidade.
Nazare
Nazaré - O
local aonde José e Maria viveram
Sinos ecoam das torres das igrejas. Padres com suas vestes religiosas
ecrianças brincando ao lado de peregrinos de todos os lugares do
mundo.Aroma de café fresco, temperos exóticos e
pão-quente-saído-do-fornoperfumam o ar do colorido mercado aberto. E
elevando os olhos acima dostelhados de cerâmica vermelha das casas e
minaretes, o impressionantetelhado da Basílica da Anunciação domina de todos
os ângulos.
“O anjo Gabriel foi mandado por Deus para uma cidade na Galiléiachamada
Nazaré, para uma virgem... e o nome da virgem era Maria... Eele veio a ela e
disse: "Ave, favorecida, o Senhor está convosco!... Evocê conceberá em seu
ventre e dará a luz a um filho, e você o chamarápelo nome de Jesus" - Lc
1.
Aninhada pelo abraço protetor dos montes, na Galiléia, aquela que
foi,tempos atrás uma minúscula vila, é hoje moradia para cerca de 60
milhabitantes - a maior cidade árabe em Israel - com igrejas, conventos
emonastérios preservando e testemunhando os antigos locais. Quandoflores
selvagens enfeitam os morros na primavera, as pessoas podem veros lírios do
vale e rapidamente imaginar a beleza da antiga paisagem.
José e sua esposa Maria viveram em Nazaré. Lá, Jesus passou a maiorparte
de sua vida - da infância à idade adulta - e iniciou seusacerdócio, o que
transforma a cidade no ponto natural para o começo deuma peregrinação à
Terra Santa. Nos primeiros séculos da era cristã,Nazaré era povoada apenas
por judeus, mas com o fortalecimento doImpério Romano, o número de cristãos
cresceu. A partir do século IV,igrejas foram construídas nos locais ligados
a Jesus e a Virgem Maria.
O centro antigo de Nazaré, onde estão situadas as principais igrejas,se
distingue por suas pequenas e velhas casas e ruelas sinuosas. Daí, acidade
se expande em todas as direções dividida em bairros, de acordocom a religião
de seus habitantes: um bairro católico, umgreco-ortodoxo e um muçulmano,
além de seis outros bairros mistos e acidade judaica de Nazaret Ilit. Desta
forma, tanto os minaretes dasmesquitas quanto as torres das igrejas
despontam juntas no horizonte deNazaré, espalhando uma mensagem de paz para
toda a humanidade.
Uma estrutura moderna protege as grutas santas, antigas igrejas
dosCruzados e Bizantinos e o verdadeiro córrego onde Maria ia buscar
água.A visita a cada um destes locais é uma reverência às fontes da fé.
Mar Morto - Ponto mais baixo da Terra
Descendo de Jerusalém até o Mar Morto, viaja-se por um
terrenocompletamente diferente. Em menos de meia hora chega-se ao ponto
maisbaixo da Terra, 400 m abaixo do nível do mar, ao sul do Vale do
Jordão.
Atravessando as surpreendentes paisagens do deserto da
Judéia,compreende-se porque a região era utilizada para esconderijo
porfugitivos como David e porque povoados reclusos e mosteiros
foramconstruídos no local.
Há três mil anos são conhecidas as qualidades terapêuticas das águas
doMar Morto e das fontes naturais da circunvizinhança. Em qualquer
épocado ano é grande o número de turistas que vêm gozar o ar livre de
pólen,formado pela alta pressão atmosférica e a irradiação solar
filtrada.Hotéis modernos, locais desérticos para passeio, shopping, salões
debeleza formam um verdadeiro recanto para lazer, tratamento cosmético
ede embelezamento ou convalescença.
Aproveite tudo o que o local oferece:
Flutue sobre as águas, mergulhe nas piscinas sulfurosas; esfregue emseu
corpo as lamas pretas naturais; visite os oásis, quedas d’água,cavernas e os
locais históricos da região; suba de teleférico paraMassada, onde se
localiza o palácio de Herodes – este local tornou-se osímbolo do heroísmo
judaico na revolta contra os romanos; visite areserva natural de Ein Guedi,
com seus exemplares únicos da flora e dafauna da região, passe um dia de
aventuras no deserto da Judéia,escalando os escarpados penhascos; não deixe
de visitar Qumeran, acolônia essênia em cujas cavernas estiveram ocultos,
durante dois milanos, os pergaminhos do Mar Morto.
Massada - Símbolo da liberdade judaica
Massada se ergue imponente e isolada, no Deserto da Judéia. Localizadana
costa ocidental do Mar Morto - o ponto mais baixo da terra, Massadaé também
um local de severa e majestosa beleza. Há dezenove séculosatrás, foi o
cenário de um dos mais dramáticos episódios da história.Neste local, um
grupo de combatentes, em prol da liberdade, se ergueucontra a velha e
poderosa Roma e preferiu a morte ao jugo do opressor.
Na metade do primeiro século da Era Comum, a fortaleza construída
porHerodes, o Grande, em Massada, foi ocupada por um pequeno grupo
decombatentes judeus e suas famílias. No ano 70 a.C., quando o
generalromano Tito conquistou e saqueou Jerusalém, destruindo o Templo,
apósquatro anos de violenta revolta, um grupo de guerreiros escapou
docativeiro e juntou-se aos habitantes de Massada. Eram cerca de
2000pessoas.
Por dois anos, eles resistiram às investidas dos romanos e seu
controlesobre Massada era absoluto. Até que, no ano 72 a.C., o
governadorromano Flavio Silva ordenou que 15 mil soldados romanos acampassem
nosopé da montanha sitiando os moradores. Os romanos construíram
umamuralha em torno de Massada, e uma maciça rampa de pedras e
terra.Baseando-se em relatos de dois sobreviventes, o historiador
FlavioJosefo, descreve como os defensores observavam os preparativos para
ainvestida final.
Ao compreender que o desfecho estava próximo, os líderes de
Massadaconclamaram seus seguidores a permanecerem fiéis à causa pela
qualhaviam lutado tão longa e bravamente. "Antes morrer do que
sermosescravizados por nossos inimigos. Deixaremos este mundo como
homenslivres".
Quando os romanos finalmente escalaram Massada e atravessaram
suasmuralhas, encontraram 960 homens, mulheres e crianças mortos por
suaspróprias mãos. Eles haviam deixado as provisões de água e
alimentosintactas, para que os romanos soubessem que haviam preferido a
morte àescravidão.
Durante muitas gerações, a história de Massada foi considerada comoquase
lenda. No entanto, em 1963, uma expedição arqueológicainternacional provou
que a lenda era verdadeira revelando muitosdetalhes até então ignorados.
Massada transformou-se no símbolo da determinação de um povo em serlivre
em sua própria terra. Dois mil anos depois, o sacrifício dosheróis de
Massada permanece uma lembrança viva do amor à liberdade, tãoimportante para
a nação judaica de hoje como o foi em antigas eras.
Rosh Hanikrá - A natureza deslumbrante
Rosh Hanikrá é uma das mais agradáveis surpresas turísticas de
Israel,visitada diariamente por centenas de turistas. Conhecida por suas
belascavernas, formadas pela ação do mar nas rochas, que podem
seralcançadas através de um teleférico, revelando uma vista belíssima.
Olocal inclui ainda, um restaurante em forma de barco, e uma loja
desouvenirs.
As cavernas têm um comprimento de 200 metros espalhando-se em
diversasdireções, algumas ligadas entre si. No passado, o único acesso era
pelomar e somente mergulhadores experimentados tinham o privilégio
devisitá-las.
Hoje em dia, através de um túnel de 400 metros de comprimento,construído
em 1968, pouco acima do nível do mar, as grutas podem servisitadas. Uma
parte de seus encantos está nas diferentes visões, nosdiferentes períodos do
dia. Ao pôr do sol, em particular, o mar e aparede das cavernas propiciam
uma atmosfera especial. .Rosh Hanikrá serviu como passagem para caravanas de
exércitos entre aSíria e o Líbano (culturas do norte) e Israel, Egito e
África (culturasdo Sul). O livro de Joshua (cap.13:6) menciona "Misraphot
Mauim" sul deRosh Hanikrá, como a fronteira do acampamento das tribos
israelitasdaquele período. Sábios judeus referiam-se aos penhascos como
"asescadas do cansaço". Documentos e desenhos de peregrinos
mostramescadas escavadas nas rochas, facilitando a passagem das caravanas.